A arte como terceiro

Flavia Corpas
Coordenadora da Comissão de Arte e Cultura das XII Jornadas da EBP Seção São Paulo 

Patrícia Ferranti Bichara
Coordenadora da Comissão de Arte e Cultura das XII Jornadas da EBP Seção São Paulo – Membro da EBP/AMP 

 

Neste último Boletim Gaio, gostaríamos de depositar, compartilhar e, quem sabe, transmitir algo que extraímos do trabalho na Coordenação da Comissão de Arte e Cultura das XII Jornadas R.I.S.o. Comissão nova e desafiadora, que relançou questões sobre a articulação entre arte e psicanálise, tendo como mote o riso e sua pluralidade no que interessa à psicanálise de orientação lacaniana. 

Arte para quê? 

O filósofo e dramaturgo francês Alain Badiou nos diz que a “relação entre psicanálise e arte é sempre um serviço oferecido apenas à psicanálise. Um serviço gratuito da arte”[1]. Nos atreveremos a deslocar essa afirmação da crítica maior proposta por ele, para ficar apenas com a ideia de que a psicanálise se serve da arte, e não o oposto, o que descambaria, como demarca o próprio filósofo, para uma psicanálise aplicada à arte, nada mais distante do que propõem Freud e Lacan.

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